De tanto ir e vir, dar voltas pelos meus pensamentos, correr sem nunca acelerar, sou tomada de uma vertigem alucinógena. É devaneio. Apego-me ao gosto, ao sentir das palavras e repetidas vezes fico a sussurrá-las no meu subconsciente. Da essência que as fazem existir é que me embriago. De novo dou voltas em meus pensamentos. E cansada de tanto procurar o porquê do não ser entro em um estágio elevado por uma sensação prazerosa e anestesiante. Embriagada! Não pelas substâncias que a química pode proporcionar, mas por um excesso de interrogações e reticências, sou toda uma e toda duas, três, quatro....dez!
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