quarta-feira, 15 de junho de 2011

Você não sabe o que te espera


Há alguns dias, talvez semanas, duas palavras se insinuam de tal forma na minha mente que me convenceram a escrever esse texto. Comunicação e Interatividade. Agora é que são elas.
Todo dia de manhã enquanto tomo meu café amargo (já dizia Marisa Monte, por quem sou apaixonada) mentalmente calculo quais serão minhas primeiras ações em frente ao computador. A necessidade por atualizar-me logo cedo é tão grande que não consigo ao menos degustar, com calma, minha torrada integral e meu café preto. Quero e faço tudo ao mesmo tempo para ir mais rápido, para não perder tempo e para logo saber, porque o saber requer urgência.
Ai começa... e-mail, facebook, twitter, orkut, sites de informação, youtube e até mesmo sites de fofocas, sim, eles não estão livres da minha vontade em devorar informações.
Olho os jornais sob a minha mesa e penso: alguém dá conta de ler tudo isso? Se eu ler apenas um jornal inteiro já perdi (ou ganhei) todo o período da manhã. Mas o trabalho espera, aliás, espere mais um pouco até eu terminar esse texto?
Mas sabe quando há a impressão de que mesmo correndo contra o tempo, pulando de site em site, garimpando coisas em blog’s e no facebook de amigos (isso tem me rendido coisas muito boas), ainda assim há aquela sensação de não consegui ver 10% de tudo que todo mundo está vendo e comentando.
Ás vezes há essa sensação, eles estão vendo e comentando coisas e são coisas boas, coisas ótimas que eu ainda não conhecia e ai vem o desespero: onde eu estava e o que eu estava fazendo para não ter tido tempo de ver isso? Isso é bom! Isso é a minha cara!
Nos últimos tempos eu vi, li e conheci coisas que sempre estiveram ali me esperando. E como é bom conhecer algo que te esperava. Conheci Martha Medeiros. Já haviam me falado dela, mas só agora pude ler muitas de suas crônicas e são ótimas, especialmente a “A Tristeza Permitida” que esteve ali me esperando há anos. Eu a devorei. 
Me embriaguei com Adele, uma cantora britânica que tem feito muito sucesso, dona de uma voz gostosa, daquelas que a gente ouvi no carro e viaja para um lugar bem longe que em nada lembra  o trânsito caótico de São Paulo.
E descobri músicas como Oração (aliás, quem não conheceu essa música?) ou L'ombre d'um Homme (Ben I'Oncle Soul) que despertam emoções que também estavam ali, esperando.
Nos últimos tempos li e vi coisas que me chamaram a atenção. E conheci gente, conversei com tantas outras, trocamos informações, falamos de lugares, comidas, viagens, festas...
Também vi e conheci, em carne e osso, Eduardo e Mônica. Sim, aquele Eduardo e aquela Mônica que cantamos durante anos sem jamais conhecer seus rostos. A história mais cantada do mundo agora pode ser vista. Excluindo-se o merchandaising aglutinado ao vídeo é fato que a idéia e sua realização despertou um gostoso saudosismo e derramou emoção.
Mas, é tanta informação que às vezes me sinto bombardeada e muito preocupada: e aqueles que não tem o acesso que eu tenho, como estão? O que pensam? Como pensam? Como se informam? Como descobrirão essas pessoas tudo que lhes esperam?
Não consigo imaginar viver sem esse turbilhão de informações (devemos considerar também que muitas são totalmente dispensáveis, é preciso filtro) e quando alguém diz: você viu aquela reportagem... você viu aquele texto... você viu aquele vídeo... você leu aquele livro.... ? É então que penso: enquanto redigia esse texto milhares de coisas estão se atualizando por aí.
A saga continua, porque se algo está lá te esperando é ora de conhecê-lo!


Coisas que eu vi, gostei e recomendo:


Essa é a artista Andressa Frugoli, ela faz arte nos buracos encontrados no asfalto da cidade. Lindo!




Pensar enlouquece. Pense nisso.
É um blog muito legal que conheci por acaso, em uma das minhas buscas pela Internet.